Uma das técnicas mais charmosas dos últimos tempos é a famosa “Falso Vietnamita”.

Recorde de acessos nos posts e vídeos da Casa da Arte, vamos trazer aqui para vocês bem detalhado.
Aproveitem e boa Arte. Beijo.
Carol Guaraldo

Vaso com Falso Vietnamita

Modo de fazer

  • Aplique uma demão de base ou selante no vaso
  • Aplique uma demão de tinta verde água sobre todo o vaso. Use um pincel bem macio.
  • Aguarde a secagem, limpe o pincel com água.
  • Com a esponja faça trabalhos de mistura de cores entre o vermelho queimado e o ocre, lembre-se de trabalhar com a esponja úmida e não molhada. Capriche mais no topo e no rodapé do vaso, deixe o meio com efeitos suaves.
  • Assim que seco, com pincel de cerdas sombreie a parte superior do vaso, a borda, para ficar mais real ainda do envelhecido vietnamita.
  • Em um godê e com uma espátula, misture a laca chinesa um pouco de tinta a óleo azul da Prússia.
  • Passe essa mistura sobre todo o vaso, use uma trincha bem macia, perceba a transparência azulada, ressaltando todo o trabalho feito no fundo, se achar que ficou muito escuro, trabalhe mais laca e menos tinta. Se achar que ficou muito claro, espere secar a primeira camada e repita outra vez o processo.
  • Não toque na peça entes de 24 horas, deixe secar bem, limpe o pincel de laca com Thiner.
  • Para obter outros tons vietnamitas, vá brincando com as cores, principalmente as de laca, use o vermelho alizarim ou queimado para o vietnamita vermelho, o verde para o verde e assim sucessivamente.

                   

 

 

Um Pouco sobre a história dos vasos Vietnamitas.

 

– O Vietnã possui tradição secular na produção de vasos e outros artigos em cerâmica;

– A fabricação dos vasos é totalmente artesanal, dessa forma as imperfeições na superfície dos vasos tornam cada peça única e exclusiva;

– Os vasos são feitos em moldes, e não em tornos, e por isso são mais espessos, possibilitando que tenham até 1,60m de altura;

– A argila vietnamita possui mica em sua composição, diferentemente da argila vermelha comum que contém ferro, por esse motivo a cerâmica é mais plástica e resiste a altas temperaturas ficando no forno a 1300° C por 3 dias na sua fabricação;

– Ao contrário do que todos imaginam a coloração dos vasos não é efeito de pintura, e sim da própria argila e de minerais como cádmio, cobalto, etc., que ao serem aquecidos reagem possibilitando cores únicas;

– O efeito vitrificado dos vasos não é verniz, durante a mistura areia ou sílica são adicionadas a argila e ao aquecer derretem e glassurizam a superfície. As trincas e pequenas fissuras são decorrentes desse processo.

Essas são algumas das características que dão personalidade e exclusividade a essas peças, e conhecendo um pouco mais sobre esses vasos é possível compreender porque são extremamente belos e resistentes, e que se não encontrarem ninguém desastrado pelo caminho podem durar uma vida toda!

Puro Charme

 

Buscar qualidade de vida também é trazer um pouco da natureza para dentro de nossas casas e ambientes de trabalho. Quando a isso se soma a beleza da cerâmica artesanal milenar, aumenta o prazer de desfrutar dessa proximidade com o verde, com a terra.

Há algum tempo, os vasos esmaltados asiáticos, ou vietnamitas como são conhecidos, vêm se tornando um “aliado da natureza”, um item quase que indispensável na composição de ambientes externos e internos, ganhando cada vez mais espaço na decoração e paisagismo.

As culturas vietnamita e chinesa sempre estiveram ligadas ao trabalho de cerâmica durante sua história. E os vasos dessas duas procedências se diferenciam pela técnica milenar empregada em sua produção, praticamente artesanal. Além disso, cada região do Vietnã e da China tem suas próprias características e tipos de matéria-prima, que geram cerâmicas únicas.

Algumas características que diferem os vasos chineses e vietnamitas dos demais:

Acabamento vitrificado ou fosco e pigmentos exclusivos, produzidos artesanalmente.

Argilas específicas de cada região resultam na variação de composição e aspecto de formatos e acabamentos.

Alta resistência e formas que se integram ao ambiente e a diversas composições, tornando-se presença atemporal e de altíssima durabilidade

Próprios para áreas externas e internas.

A sutileza de um artesão não pode ser comparada com a “perfeição” das máquinas… Daiane SaMo

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